Déficit de armazenagem deve se repetir no Brasil na safra 2015/15

A safra brasileira de grãos deve atingir um novo recorde no ciclo 2014/2015, no entanto, os problemas delogísticas seguem os mesmo. Em Mato Grosso do Sul, o déficit de armazenagem pode chegar a 6 milhões de toneladas, conforme levantamento feito pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado.

De acordo com a estimativa, a produção de grãos de soja e milho bata na casa de 14 milhões de toneladas sendo que a capacidade estática de estocagem em MS é de aproximadamente 8 milhões de toneladas. O Estado tem, atualmente, 856 locais para armazenagem distribuídas entre as indústrias, cooperativas e de produtores rurais. A maior parte dos armazéns, ou 60,6%, está na região Sudoeste de Mato Grosso do Sul.

Apesar dos números, o relatório mostra que a defasagem entre o volume de produção de grãos por safra e a capacidade estática de armazenagem no Brasil ainda é grande. “Para tornar o Brasil competitivo, é preciso reduzir custos, otimizar o transporte e ampliar a capacidade de estocagem”, explica o técnico do Sistema Famasul, Justino Mendes.

Capacidade de armazenagem também é preocupante no âmbito nacional - Em âmbito nacional, a situação não é diferente: a próxima safra deve registrar 200 milhões de toneladas de grãos, enquanto a capacidade para armazenar é de 148,2 milhões de toneladas.

A referência da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) considera que o ideal é que para cada tonelada de grão produzido, a capacidade de estocar seja de 1,2 toneladas.

Para minimizar o déficit, o produtor, que já está acostumado a situação, busca alternativas como, por exemplo, armazenar grãos em silos dentro da propriedade.

Com a estrutura, é possível reservar os grãos e controlar o fluxo de oferta e demanda dos produtos ao longo do ano, abastecendo o mercado nos períodos de entressafra. Apenas 12,5% dos produtores sul-mato-grossenses consegue estocar grãos na fazenda.